Twerk da Quebrada estimula autoestima de mulheres periféricas
Ritmo sensual com origens africanas, e popularizado por stripers estadunidenses, Twerk tem ganhado espaço nas quebradas de São Paulo.
Estão abertas 395 vagas para cursos na São Paulo Escola de Dança
Cursos proporcionam módulos de ensino para pessoas que queiram se aprofundar na arte e se profissionalizar
Por dentro de uma ball de vogue de quebrada
Ball de vogue do Coletivo Amem homenageia artistas LGBTQIA+, negros e periféricos que construíram a cultura brasileira.
Música, arte e cinema nos aniversários das Fábricas de Cultura
Artistas como Tasha e Tracie, Kyan, MC João e Dudu Nobre irão se apresentar nos aniversários das Fábricas de Cultura neste mês de março
Academia Dancehall faz turnê com jamaicana Kimiko Versatile
Evento que promove intercâmbio cultural entre Brasil e Jamaica busca valorizar e potencializar a difusão da cultura Dancehall no país Com a proposta de valorizar e potencializar a cultura Dancehall, subgênero da cultura reggae e sound system, a Academia Dancehall promove uma turnê com a participação da jamaicana Kimiko Versatile, protagonista da série ‘Move’ da Netflix, que já trabalhou com artistas como Sean Paul, Jason Derulo e Sean Kingston. O intercâmbio cultural vai acontecer de 27 a 29 de janeiro, no Sesc Av. Paulista, em São Paulo, e contará ainda com a participação de expoentes da música preta, como Emcee Lê, Knomoh e Sista Mari. A turnê se inicia com apresentações dos artistas e DJs sets no dia 27 de janeiro, com uma rodada de apresentações (incluindo uma apresentação do coletivo Macaia Records), uma mostra competitiva no dia 28 e finaliza sua presença no circuito cultural do Sesc Paulista no dia 29, com aulas e um bate-papo gratuito, a partir de 12h. A turnê se estende para um workshop a Fábrica de Cultura do Capão Redondo no dia 4 de fevereiro, bairro da zona sul da capital paulista, e para outras cidades do país, como Vitória no Espírito Santo e Fortaleza no Ceará. O objetivo é fazer um intercâmbio cultural para valorizar e difundir a cultura Dancehall no Brasil. LEIA TAMBÉM: O Groovin Mood dissemina a cultura sound system Brasil adentro – Emerge Mag Kimiko Versatile é uma dançarina e coreógrafa talentosa, feroz, ousada e criativa, que está constantemente fortalecendo o seu nome e a sua marca na cena, tendo recentemente atuado como uma das coreógrafas do filme jamaicano “King of the Dancehall“, que tem no elenco atores conhecidos como Nick Cannon, Whoopie Goldburn e Busta Rhymes. E mais recentemente, Kimiko também foi destaque representando a Jamaica na série Netflix chamada ‘MOVE’, que apresenta seis coreógrafos de todo o mundo e como seus trabalhos artísticos únicos impactam o mundo. Os ingressos para a tour no Sesc da Avenida Paulista, nos dias 27 e 28 de janeiro vão de R$ 9 a R$ 30 e podem ser retirados na bilheteria do local. Já o bate-papo e as aulas do dia 29 de janeiro são gratuitos e abertos ao público. A oficina na Fábrica de Cultura Capão Redondo, em São Paulo, no dia 4 de fevereiro, ocorre das 14h30 às 17h e é gratuita. Confira a programação completa do grupo no Instagram da Academia Dancehall Foto de abertura: Marcos Alonso | Informações: Griot Assessoria SERVIÇO Noites quentes de verão – Dancehall Jam ft. Academia Dancehall, Kimiko Versatile, Knomoh, Emcee Lê e Sista Mari, Concurso Dancehall Queen, Bate-papo sobre Dancehall, Workshop Local: Sesc Avenida Paulista, Arte II (13º andar) Endereço: Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-903 Data: 27 a 29/01, sexta a domingo
Cia Pé no Mundo: criatividade negra na dança contemporânea
Com dez anos de existência, Cia Pé no Mundo apresenta em junho a videodança “Fora da Caixa – Repertórios Corporais”, que questiona a falta de representatividade negra em espaços de arte. Segundo uma pesquisa realizada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) em 2016, pessoas negras representam apenas 2,5% de diretores e roteiristas no Brasil. Um levantamento do projeto Negrestudo, disponível no site Projeto Afro e feito com 24 galerias de arte da cidade de São Paulo entre 2019 e 2020, constatou que somente 4,36% des artistas eram negres, sendo 0,8% mulheres negras. Enquanto isso, pessoas brancas representavam 93,56% do total. Embora essas pesquisas sejam mais recentes, em 2012 já havia pessoas se questionando sobre a falta de representatividade negra no cenário da arte. Há 10 anos, os diretores, coreógrafos e bailarinos Cláudia Nwabasili e Roges Doglas fundaram a Cia Pé no Mundo que, além de contestar o racismo presente na dança contemporânea, busca referenciais que se relacionem com a identificação ancestral do povo preto. Conforme consta no site oficial, o pensamento da Cia Pé no Mundo se relaciona “com a circularidade ou não circularidade dos corpos negros, suas condições e ações em outros lugares que não só no Brasil”. Para isso, parte de uma perspectiva das diásporas negras africanas, que fizeram com que a população preta passasse a estar “em todos os lugares do mundo, não sendo nem mais ‘só’ negros africanos e nem negros alienados quanto à sua ancestralidade em uma nova cultura e/ou território desafiador”. No entanto, nos estudos oficiais da história da arte ocidental, são pouquíssimos os registros e documentações que representem as pessoas negras. Um dos objetivos da companhia é, assim, desenvolver pesquisas não só em dança, mas também em outros campos, como literatura, história, sociologia e comunicação, para “contribuir com a desmistificação de manifestações culturais brasileiras e afro-brasileiras, valorizando-as como elementos possíveis para a concepção da arte contemporânea, e despertar no público o interesse e a necessidade de reconhecer narrativas históricas das diferentes vivências e corpos negros”. “Por meio da linguagem da dança, queremos materializar contemporaneidades e tornar possíveis novos imaginários sobre passados, presentes e futuros negros na dança e no mundo”, explicam os dançarinos Espetáculo marca 10 anos da Cia Pé no Mundo E para comemorar uma década de existência e resistência, a Cia Pé no Mundo apresenta no mês de junho a videodança “Fora da Caixa – Repertórios Corporais”. Revisitando pensares, coreografias e mirando novos horizontes, Nwabasili e Doglas trazem intervenções guiadas pelas nuances visuais, arquitetônicas e cenográficas de onde são propostas. Além disso, reafirmam a pesquisa de linguagem e desenham novos traços, a fim de ampliar os discursos e possibilidades. “Enquanto pessoas pretas, possuímos diversos referenciais que se conectam com a nossa origem ancestral. Essas referências podem e devem ser ferramentas de materialização e corporificação dos nossos fazeres. Ainda precisamos falar sobre isso. E essa necessidade de fala só revela o quanto o racismo persiste na sociedade. A arte não está isenta dessa problemática. Ela é apenas um reflexo disso tudo”, afirmam E o nome escolhido para o espetáculo, “Fora da Caixa”, não poderia ser mais proposital. Segundo os artistas, a intenção é questionar o que é o “clássico” e, mais ainda, como foi construído o imaginário de “clássico” no Brasil, e se é possível “furar a bolha” e estar “fora da caixa” “A intervenção “FORA DA CAIXA” é sobre estar fora da caixa preta, fora dos palcos e ocupando diversos espaços, mas é, sobretudo, fora da caixa no sentido de romper com estereótipos que nos colocam em alguns lugares e nos retiram de tantos outros. Para nós, a grande reflexão deste trabalho é: Qual será o clássico brasileiro no futuro?”. As exibições começaram no dia 14 de maio e seguem até 21 de junho, entre onlines e presenciais (veja a programação abaixo). Inovador, o espetáculo traz coreografias diferentes dependendo do espaço onde acontece, já que os artistas selecionam as danças que mais dialogam com o local. Assim, o corpo interfere no espaço, enquanto o espaço interfere no corpo para a recriação. Não é necessário fazer a retirada de ingressos; basta chegar com antecedência ao local. Confira a programação completa Dia 10/6, sexta (presencial e online), às 19h – Centro de Referência da Dança (CRD) e Youtube do CRD – São Paulo Dia 11/6, sábado (presencial e online), às 19h – CRD e Youtube do CRD – São Paulo Dia 11/06, sábado – Oficina online CRD das 10h às 13h Dia 21/06 terça-feira, (exibição presencial), às 19h30 – Oficina Cultural Oswald de Andrade FOTOGRAFIA: Clarissa Lambert Reportagem produzida em parceria com a assessoria de comunicação Bianco.
As danças encantadas do Núcleo Experimental de Butô
Companhia realizará oficinas, espetáculos e encontros sobre danças afro-ameríndias. Primeira conversa online acontece hoje (25/04) com coreógrafo Djalma Moura.
Coletivo Coletores: luz no concreto e aço
Coletivo de artes digitais utiliza projeções para reivindicar novos usos e ocupações para o espaço público da cidade
O que o jongo nos ensina
Com 300 anos de história, uma das mais antigas manifestações artísticas do Brasil mistura percussão de tambores e dança nas periferias. Conheça o Jongo dos Guaianás, a única comunidade jongueira reconhecida como patrimônio imaterial na cidade de São Paulo
A existencialidade das mulheres gordas no pole dance
Coletivo feminista Maravilhosas Corpo de Baile usa atividade popularizada em boates e clubes de striptease como ferramenta de libertação e convívio social para mulheres com diferentes tipos de corpos