Liderança feminina e produtos artesanais na moda da Ludan Franjas

A Ludan Franjas é uma pequena indústria de aviamentos que aumentou as vendas com linhas de produtos feitos à mão.
Impacto socioambiental: a moda sustentável de mulheres negras

Terceira reportagem de Emerge Potências da Moda apresenta a Az Marias, que cria roupas com resíduos têxteis, e a Da Lama, marca artesanal que atua em bairros periféricos.
Geledés – Caminhos e Legados: a trajetória do movimento de mulheres negras

Websérie comemora os 34 anos de Geledés Instituto da Mulher Negra. Conheça Day Rodrigues, diretora da obra fundamental na luta antirracista.
Emerge Mag é selecionada no Re-Farm Cria e mapeia pequenos negócios de moda

Iniciativa da Farm e o Instituto Precisa Ser, Re-Farm cria apoio projetos de criatividade e equidade de organizações que atuam em periferias.
Peça “Senhora X, Senhorita Y” combate clássico machista do teatro

Paráfrase da peça “A Mais Forte”, do dramaturgo sueco August Strindberg, “Senhora X, Senhorita Y” se debruça sobre papéis da mulher na sociedade e traz para a cena o corpo lésbico.
Pagode baiano: “Swingueira” também é coisa de mulher

Dos bastidores à frente da swingueira, mulheres contam como têm sido atuar no pagode baiano, um gênero predominantemente masculino.
“Pessoas São Falhas”: Meg Pedrozzo estreia EP com amor lésbico

Mulher lésbica e periférica, Meg Pedrozzo retrata relação LTBQIA+ em novo clipe de “Pessoas São Falhas”, música que leva o nome do seu álbum de estreia.
Juçara Marçal sai em turnê com aclamado “Delta Estácio Blues”

Com 30 anos de carreira, Juçara Marçal sai em turnê pelo Brasil para apresentar seu segundo álbum solo e lança clipe da música “Sem Cais”.
Brisa Flow traz amor entre pessoas originárias para as telas

“Making Love”, lançamento de Brisa Flow, tem como tema principal o afeto entre origináries que, infelizmente, não está presente no audiovisual Desde o lançamento de seu álbum de estreia, “Newen”, em 2016, Brisa de la Cordillera, também conhecida como a artista mapurbe Brisa Flow, constrói sons e imagens a partir da vivência de seu corpo no mundo, criando caminhos que desprendem das amarras da colonialidade. Criada em Minas Gerais, Brisa é pesquisadora, defensora da música indígena e ativista dos direitos dos povos originários. Em suas canções, ela pauta discussões políticas como a luta pelo território, demarcação de terras, moradia, mulheres indígenas e periféricas, maternidade, mercado de trabalho e corpos marginalizados, como a comunidade LGBTQIAP+. No último dia 13, a cantora lançou “Making Luv”, single que precede seu terceiro álbum, “Janequeo“, que estará disponível ao público em junho de 2022. Em um período em que pessoas indígenas aparecem constantemente na imprensa apenas em situações de violência, Brisa traz como tema o afeto entre pessoas originárias. A artista conta que a canção surgiu quando o beatmaker e MC Tidus, natural de Las Vegas, a encontrou na internet e falou que queria produzir uma música com ela. Assim que Brisa recebeu o instrumental, já ficou “empolgada” e sentiu que queria fazer uma música e gravar um clipe com origináries protagonizando afeto já que, infelizmente, isso não está presente no audiovisual. Ela complementa: “Esse é um reflexo do colonialismo que não nos quer felizes. Ainda vivemos em Abya Yala, com o genocídio dos povos originários, que nos mata para garimpar e vender terras e destrói culturas, línguas e conhecimentos nativos. Diante dessa violência, a prática do afeto entre pessoas indígenas torna-se um ato político. Making Luv’ é sobre amor em seus mais íntimos significados, de companheirismo a coragem” Em parceria com o coletivo Mi Mawai, o audiovisual foi gravado na Mata Atlântica e ilustra o entrelaçar dos corpos pelas tranças e o movimentar dos mesmos com a Terra e as águas, como práticas de amor não coloniais. A construção da obra aconteceu de forma horizontal e coletiva e a harmonia da vivência se reflete no resultado. Brisa conta: “Eu já tinha trabalhado antes com o Mi Mawai, o coletivo é aliado dos artistas originários. Eu fiz a trilha sonora de um documentário que eles realizaram sobre o direito autoral na música indígena”. O clipe também tem a participação do artista audiovisual e beatmaker Ian Wapichana. Uma curiosidade interessante é que, apesar de “Making Luv” ser uma música sobre amor, o relacionamento entre Brisa e Ian só começou após a gravação do som. “O que muita gente não sabe é que eu e o Ian não éramos namorados nessa época. Nós nos conhecíamos como companheiros de trabalho no MECAInhotim, mas começamos a nos relacionar depois desse videoclipe”, afirma a artista. Assista ao clipe de “Making Luv” Leve como o vento Brisa de la Cordillera recebeu esse nome de seus pais, artesãos caminantes. A cantora, licenciada em Música pela Fiam Faam, pesquisa e defende a arte dos povos originários e o rap como ferramentas necessárias para combater o epistemicídio, que é o processo de invisibilização e ocultação das contribuições culturais e sociais não assimiladas pelo “saber” ocidental. Newen, seu álbum de estreia, foi lançado em 2016 e significa “força”, em Mapuzgundun (língua nativa do povo Mapuche). A obra musical esteve entre os 20 melhores discos do ano selecionados pelo jornal Estadão. Em 2017, ela foi a artista aposta da Folha de São Paulo e recebeu o prêmio “Olga Mulheres Inspiradoras”. Seu segundo disco, Selvagem Como o Vento, foi lançado em 2018 no Instituto Tomie Ohtake e destacou-se em listas de 50 melhores discos da música brasileira nos sites da Red Bull, Genius e outros canais de música. Em 2020, lançou de forma experimental o EP Free Abya Yala, um trabalho de improvisação jazzrap. O título significa “América Livre” ou “Terra Fértil Livre”, sendo Abya Yala (no idioma do povo Kuna) o nome que vem sendo utilizado por artistas indígenas para referir-se ao continente americano. As músicas foram produzidas em colaboração com um quarteto de jazz e inspiradas nas pesquisas de Brisa Flow sobre freestyle e música originária. O EP foi premiado e recebeu elogios pela crítica musical como um trabalho anti colonial experimental. FOTOGRAFIA: Jon Thomaz Reportagem produzida em parceria com a assessoria de comunicação ALETS COMUNICAÇÃO.
“Bença”: Mulamba retorna com nova música, afeto e Luedji Luna

Música “Bença” abre portas para novo momento da Mulamba, que quer mostrar que cuidar do corpo e da mente também faz parte da luta Mudança de ares. Leveza. Brincar de esperança. Sob uma nova toada, a banda Mulamba lança, com participação especial da cantora baiana Luedji Luna, o novo single “Bença”. Diferente das músicas focadas em violência contra a mulher e combate ao machismo, o grupo, formado há sete anos por Amanda Pacífico, Cacau de Sá, Érica Silva, Fer Koppe, Naíra Debértolis e Caro Pisco, quer abrir portas para um novo momento da banda. Elas explicam: “Bença abre portas para esse novo momento da Mulamba. O grito dá lugar às sutilezas, ao olhar pra dentro. Continuamos falando de nossas inquietações, mas também da importância do respiro, do afeto e do intangível” Segundo Amanda, que é compositora e intérprete da canção, a letra foi escrita há anos e estava guardada na gaveta, esperando pelo disco de inéditas do grupo, que será lançado pela PWR Records. A música fala, de forma sensível, de uma realidade triste e comum nas ruas brasileiras: as crianças que precisam trabalhar no farol para complementar o sustento em casa. “O olhar de um menino vendendo bala no sinal, sozinho com sua irmã, sem a proteção de sua mãe por perto, me paralisou e veio toda essa canção. Seu semblante estampava a esperança e ao mesmo tempo a dura realidade da infância perdida em meio aos carros, na luta contra a fome”, diz Amanda. Ela conta, ainda, que o feat com Luedji Luna era um “desejo antigo”, devido à admiração que a Mulamba tem pela baiana e por tudo que ela representa. “Ter ela (Luedji) em ‘Bença’ foi um presente, trouxe a força que a música merece e transformou a bença em uma oração”, afirma. Assista ao clipe de “Bença”, nova música da Mulamba Mulamba quer trazer músicas de amor e afetividade Com produção musical de Érica Silva e Leo Gumiero, “Bença” desfruta de uma suave percussão em seu arranjo, que combinada a um violão de levada pop, transforma a faixa numa canção de ares delicados. Ao lado de Luedji Luna, a banda transforma a música em um abraço sonoro, oferecendo também ao público uma nova estética melódica do grupo. Tudo isso, por si só, imprime uma novidade na identidade musical da Mulamba, que anos atrás ficou conhecida por suas canções mais densas e enérgicas, graças ao impacto causado pelo elogiado debut Mulamba (2018). Érica Silva, produtora musical e integrante da banda, explica: “Queremos mostrar uma outra Mulamba. Além das palavras manifesto, sentimos a necessidade de mostrar que cuidar do corpo e da mente também faz parte da luta. Queremos contar histórias, falar de amor, de afetividade e também de perdas. As músicas desse álbum descrevem os novos ares repletos de swing, brasilidade, textura, letras e melodias intensas” FOTOGRAFIA: Fábio Setti & Tamara dos Santos